| "Espiritualidade Emo": A auto-piedade é um novo movimento religioso? |
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| Escrito por Administrator |
| Seg, 08 de Março de 2010 21:03 |
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Por Padre Geoffrey Korz Fonte: Blog O Cetro Real Para alguém nascido fora do Canadá, o nosso senso do que são "tempos difíceis"deve parecer definitivamente confuso. Aqueles que viveram guerras, o exílio, a fome, ou a “limpeza” étnica realmente tem um sentido objetivo das coisas que tornam o nosso país um lugar favorável para se viver, e para levantar uma família piedosa em relativa segurança.
Contudo, a vida na América do Norte incentiva o tipo oposto de esforço. Em uma sociedade de lojas com caixas enormes e food tamanho família, o ascetismo parece antiquado na melhor das hipóteses, e na pior das hipóteses um antiquado e indesejado desafio ao hedonismo contemporâneo.
Enquanto o movimento Emo recente não é inteiramente novo (tendo suas raízes no movimento Beatnik da década de 1960, o movimento Hippie da década de 1970, e os movimentos Batcave / Gothicos da década de 1980 e 1990), o garoto Emo é algo único. No entanto, o "Emo kid" é muito mais do que um subconjunto do adolescente: o egocentrismo e auto-piedade para o qual é conhecido é abundantemente manifestado não só em todos os níveis da cultura secular, mas na vida espiritual, inclusive na vida espiritual dos cristãos ortodoxos. Este é o desejo perene de "ser do meu jeito", ou "ninguém se preocupa comigo". Podemos acertadamente criticar o crescente movimento na igreja protestante de ser alimentada pelo desejo suburbano à familiaridade (com café com leite servido no Coffee Bar, antes das reuniões da igreja domingo à tarde),os cristãos ortodoxos podem ser igualmente culpados. Para uma fé que coloca orientação espiritual em um lugar central na vida cristã, uma demanda corrente por atenção pessoal pode se manifestar, e onde ele existe é espiritualmente prejudicial. Esta questão é ainda mais difícil quando a demanda por atenção é justificada como um pedido legítimo para a pastoral. Os Padres da Igreja nos lembram que a auto-piedade e auto-congratulação são faces opostas da mesma moeda: aqueles que são pobres tendem a cair em piedade; aqueles que são mais ricos tendem a cair em orgulho. No entanto, a "espiritualidade" Emo, que tem raízes em grande parte da cultura ocidental, revela que auto-piedade é tão prevalente entre os subúrbios ricos como é entre aqueles que experimentam uma verdadeira luta - talvez ainda mais. Os Padres da Igreja novamente nos lembram que é a luta espiritual que nos fortalece para enfrentar mais provações. Como São Doroteu de Gaza explica em seus discursos só temos duas opções no campo de batalha da vida presente: nós podemos render, ou podemos continuar a lutar, quer pareça ou não ter qualquer vitória deste lado do túmulo.Para a vítima canadense de “espiritualidade emo”, se render é um caminho mais fácil de renúncia à responsabilidade. Aqueles que “procuram” por uma igreja “mais adequada” - heterodoxa ou ortodoxa - pode facilmente cair em um desejo de se concentrar em si e seus problemas pessoais, ao invés de lidar com o pecado pessoal. A Grande Quaresma oferece talvez o foco claro neste objetivo espiritual: Não é necessário olhar mais longe do que os hinos da Semana Santa, ou o texto da Grande Canon de Santo André de Creta, para descobrir que a espiritualidade Emo não encontrou lugar na antiga Igreja, como não deveria encontrar lugar nenhum em que hoje em dia. O Metropolita Hierotheos de Nafpaktos repetidamente descreve a Igreja Ortodoxa como um hospital espiritual para aqueles que estão doentes com o pecado (ou seja, todos). No entanto, para abordar a Igreja a partir da perspectiva da espiritualidade Emo , a Igreja é inevitavelmente reduzida a uma mera repetição da experiência de auto-descoberta e falsa catarse. Para colocá-lo em termos mais coloquiais, o Senhor não cura a nossa alma doente ou nos salva, enviando-nos para a Disneylândia. Para aqueles que vivem na decadência espiritual da América do Norte, há um tipo selo de aprovação para nós respondermos com mau humor quando nós não conseguimos as coisas do nosso jeito. O Santo russo Inácio Brianchaninov escreve: "O Cálice (de Cristo) é aceito quando um cristão carrega as tribulações terrestres no espírito de humildade aprendido com o Evangelho. São Pedro voltou rapidamente com uma espada nua para defender o Deus-homem (Cristo), que foi cercado por malfeitores, mas o manso Jesus disse a Pedro: «Mete a tua espada na bainha. Do Cálice que Meu Pai me deu, não hei de beber? " (João 18:11) Então você também, quando está cercado de desastres, você deve confortar e fortalecer a sua alma, dizendo: "do cálice que meu Pai me deu, não hei de beber? " No final, o caminho da auto-piedade e auto-justificação - a essência da espiritualidade Emo – nos leva inevitavelmente a assumirmos o papel de nosso próprio diretor espiritual. São Doroteu aponta que, aqueles que caem nesta armadilha, ganham um tolo por um pai espiritual. Auto-justificação, juntamente com a auto-piedade, ainda pode perverter o mistério sagrado da confissão em um exercício de indulgência ao ego: puxado por sob as ondas da revolta, o filho espiritual Emo seleciona e escolhe o aconselhamento espiritual que melhor lhe agrada, mesmo quando um direcionamento foi solicitado. Aqui é preciso distinguir entre a confissão (que pode ser muito breve), e conselho espiritual, que por vezes pode demorar horas. Como um bispo Canadense aponta, para a maioria das pessoas, seu encontro com um pai espiritual pode só ter lugar em algumas ocasiões durante a sua vida, tendo em vista que a orientação espiritual é a preparação para simplesmente viver uma vida. Embora a confissão é (ou deveria ser) uma atividade regular dos fiéis ao longo das suas vidas, um conselho mais profundo é preferível quando realmente se necessitam dele, para orientação em decisões da vida, dificuldades e tais problemas periódicos. Para aqueles que têm problemas de saúde, emocionais ou psiquiátricos mais profundos, o conselho espiritual contínuo não é meio mais adequado para buscar uma solução para seus problemas, buscar isso pode na verdade ser um meio de evitar o doloroso processo de enfrentar suas próprias aflições, sob o pretexto de disciplina espiritual sério. É aqui que as consequências espirituais de auto-piedade, infelizmente, são manifestadas.Com as incertezas da sociedade pós-moderna, muitos ortodoxos têm procurado a direção espiritual de uma forma que, no passado, era destinada apenas a monásticos. O surgimento de fiéis que procuram "obediências" e "Bênçãos" de forma contínua traz consigo o potencial para o egocentrismo espiritual. Assim como o método normal para o Santo Mistério da Confissão pode ficar distorcido em um diálogo longo que passa bem além dos limites da confissão dos pecados, também uma abordagem normal e saudável a um pai espiritual se torna um exercício primariamente focado em uma profunda e vicariosa revivência de experiências e pecados pessoais e as obediências e epitemia que os acompanham. Para a maioria dos fiéis que se reúnem regularmente com um pai espiritual, este não é um problema, mas para aqueles que foram espiritualmente formados pela cultura popular fora da Igreja, há o risco real da vida espiritual ser utilizada como um manto para o egocentrismo. Esta norma de aconselhamento espiritual ortodoxo cristão é encontrada hoje em toda |
| Última atualização em Seg, 08 de Março de 2010 21:32 |


